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Seiya de Pégaso (Aoshi)
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Enredo: A decidir
Prazo de postagem: 05 Dias.
Prazo máximo de duração: 45 Dias.




Paixão tórrida. Violenta. Asgard. Um coração ardente ungido em terras de gelo infinito. O cenário perfeito para o início do holocausto – assim julgou o demônio cujos olhos ardiam em chamas negras. Jamais em vida as terras de Asgard conheceram invasão tão impetuosa. Casas eram destroçadas, vilas eram saqueadas e levadas às ruínas, sangue era derramado... As cabeças podiam ser contadas, jazendo inertes aos pés dos trajados em ébano. Cerca de dez homens atravessaram o gelo eterno com maestria, traçando um caminho perfeito por entre o misto de vida e morte daqueles vilarejos próximos ao Valhalla. Pareciam ter feito uma prévia auscultação sobre aquelas terras – e era o que, de fato, tinham feito, afinal, tinham o general do Imperador consigo. Tampouco aqueles que tencionavam resistir tocavam o cabo de suas espadas e as brandiam no ar, eram sumariamente deflagrados por explosões ou decepados por brutais cortes de mão nua. Até mesmo as intempéries naturais do local pareceram se afrouxar ante o poder dos invasores, e o nevoeiro se abriu por alguns segundos. Pouco menos de cinco, mas o suficiente para que o imenso palácio de Valhalla se soerguesse à frente dos dez olhares. |
Bradaram. Urraram. Puseram toda a força que dispunham em seu âmago naquele ataque... Por Odin. |


Entregou a criança nos braços da mãe e partiu. Ele era: Seiya de Pégasus, e aquele era seu novo desafio... Algumas horas atrás... Casa de Áries. |
A urna permanecia em suas costas, se aquele fosse o nível dos espectros, sequer precisaria utilizar sua armadura sagrada. Avançou rapidamente, o cosmo que sentira logo a frente era muito maior do que aquele que havia derrotado anteriormente, ele podia ver mesmo com o horizonte embaçado, as faíscas de uma funesta energia negra que se expandia de maneira brusca. Logo Seiya percebeu que a pessoa que emanava toda aquela energia estava na entrada do Palácio, o que significava apenas uma coisa: Seu alvo era realmente Hilda. Apressou os passos, tentava avistar a silhueta do inimigo. Foi então que o poder inimigo se expandiu mais uma vez, e desta vez de maneira tão violenta a ponto de causar danos irreparáveis ao palácio, tamanha era o poder destrutivo daquele sinistro cosmo. Finalmente estava perto o suficiente para interferir, e não pensou duas vezes. Flexionou rapidamente as pernas dando-lhe o impulso necessário para realizar um salto, pousando bem à vista do invasor das trevas, no meio dos escombros. Era realmente incrível como ele havia destruído tanto em tão pouco tempo. |


Adiantou-se dois ou três passos, alinhando-se à frente do imenso portão do Valhalla. A cosmo-energia funesta ergueu-se uma nova vez, materializando-se na forma duma aura metálico-arroxeada, tão nefasta quanto o brilho de jóia profana que emanava de sua súrplice. Iria destroçar o portão à sua frente. Se a mulher de Polaris era tão covarde a ponto de preterir as vidas dos seus homens à sua, ele iria arrancá-la pelos cabelos daquele local. Afastou ligeiramente as pernas, semi-arqueando-as; flexionou os braços junto ao tórax, acumulando considerável quantia energética. O brado vigoroso da Wyvern estava prestes a esmaecer da ponta dos seus lábios, quando... |
Agiu tal qual uma besta: a dor no coração foi o liame lógico entre a passividade e a agressividade. O porquê da sua presença em Asgard engrendrou-se em sua mente, compelindo-o a cumprir a missão que lhe fora devotada. Arraigou-se à esfera reptílica do seu cérebro, voando como o próprio dragonete-Wyvern contra o Pégaso, enquanto uma massiva camada de energia cósmica revolvia dentro do seu corpo, como um vulcão em erupção. |


O golpe era violento. Seiya era arrastado por vários metros, sua urna se desprendia de suas costas voando um pouco mais longe, o sangue escorria e ia deixando rastro. E então ele tombou, ficando praticamente submerso pela neve. Os sentidos, ainda embaralhados devido o forte choque contra a cabeça, tentavam se reorganizar. Não demorou muito até que ele se contorcesse após alguns instantes inconsciente. Com dificuldades ia erguendo o próprio corpo. Levantou a cabeça e viu ao longe, meio embaçado pela nevasca, a figura do verdadeiro demônio. Claro que estas sensações foram passageiras. Seiya não era do tipo que ficava paralisado diante do poder inimigo, sua coragem ia além dos limites de um humano comum, desafiando deuses, realizando milagres... Ali ele apenas enfrentava um novo inimigo e não fraquejaria num momento como aquele. Puxou com firmeza a corrente e então a urna se abriu... |
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.] - Eu não deixarei que você faça mais nenhum mal neste lugar... Você ataca Asgard que está desprotegida, não se envergonha? Se ao menos os guerreiros deuses estivessem aqui... |
Notava-se que sua armadura estava totalmente deteriorada, fruto de tantas batalhas a qual Seiya já havia passado, mas não importava, ele lutaria mesmo que não estivesse trajando nenhuma proteção. A dor do ataque anterior parecia desaparecer enquanto seu cosmo crescia para o infinito, era como se todas as células de seu corpo vibrassem, seu desejo de proteger aquela terra só não era maior que o desejo de proteger a própria Athena. Por um momento, lembrou-se das árduas batalhas contra os guerreiros deuses, tudo por causa da ambição dos deuses, e essa situação voltava a se repetir. Já era hora de dar um basta em tudo aquilo. Aquilo seria como um agradecimento e uma forma de retribuir os sacrifícios daqueles guerreiros. Suas mortes não seriam em vão... |
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