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    Seiya de Pegasus (Aoshi) x Aiolia de Leão (Yoshiki)

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    Seiya de Pegasus (Aoshi) x Aiolia de Leão (Yoshiki)

    Mensagem por [AE]Judge em Seg Mar 08, 2010 12:09 am

    Seiya de Pegasus (Aoshi)
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    X

    Aiolia de Leão (Yoshiki)
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    Enredo: Aiolia não foi enviado pelo Grande Mestre para assassinar Seiya. Conseqüentemente, não descobre a verdade sobre Saori e Athena, não procura o Grande Mestre para tirar a limpo esta história e tampouco recebe o Genrō Maō Ken. O reencontro entre os dois personagens ocorrerá na Casa de Leão. Seu protetor não deverá permitir a passagem do suposto traidor, que luta para atravessar as 12 Casas do Zodíaco para salvar Saori que foi ferida por uma flecha mortal!


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    Kanon de Gêmeos
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    Re: Seiya de Pegasus (Aoshi) x Aiolia de Leão (Yoshiki)

    Mensagem por Kanon de Gêmeos em Seg Mar 08, 2010 1:51 am

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    Jovens de bronze! Em 12 horas a flecha de sagita irá atingir o coração de Saori, o único que pode salvá-la é o mestre do santuário, mas para encontrá-lo é necessário ultrapassar as 12 casas zodiacais, cada casa é protegida por um cavaleiro de ouro, contabilizando, portanto, 1 hora para cada combate. Quando enfrentou Aldebaran, Seiya teve seus primeiros ensinamentos sobre o cosmo máximo, o sétimo sentido. Por um segundo conseguiu queimar seu cosmo ao máximo provando ao taurino que sua determinação poderia lhe fazer realizar milagres. No entanto, várias outras provas ainda aguardavam os cavaleiros de bronze que invadem as 12 casas desafiando os mais poderosos desde a mitologia.

    ....
    ...
    ..
    .

    O tilintar metálico da armadura em encontro com o mármore, a súbita corrida que incessante se tornava a cada passo, uma premonição para a apocalíptica batalha que definiria de uma vez por todas, a legitimidade dela. A sensação sepulta lhe abate como um raio e logo em seus devaneios surge a figura de sua Deusa. Seus olhos áridos chamejam, cerram-se os punhos e como numa oblata atenta ao perigo iminente. Do intenso treinamento até agora – moldados sob ferrenhos combates até o limite – postula-se um guardião, um guerreiro de Athena. Seiya, consagrado com a armadura de Pégasus. Agora pronto para enfrentar o seu maior desafio, os cavaleiros de ouro. Mesmo contra a fúria dos Deuses para provar que sentimento mortal é este que os impulsiona e os motiva a seguir em frente, mesmo contra a negação do acaso, mesmo contra toda a volúpia daqueles que ainda que superiores, eles conseguem derrotar. Assim era o cavaleiro de Pégasus, que em sua teimosia insana estava preparado para seu destino, ainda que isto representasse a sua glória ou seu declínio. Virou-se para os céus cessando momentaneamente sua corrida; avistou o relógio de fogo, ainda haviam oito chamas azuis queimando intensamente.

    Não poderia mais perder tempo. Cerrou o punho e se lembrou de por que corria: seus amigos, que colocaram suas vidas em risco por algo maior e também por ela. Voltou a correr e não olhou para trás, afinal, era aquele o modo deles agirem, jamais olhar para trás. Finalmente chegou, a casa de leão, quem será o cavaleiro que ali habita? O quão forte ele poderia ser? Pelo visto anteriormente, todos os cavaleiros de ouro são extremamente poderosos, não poderia vacilar, a vida de Saori dependia de suas vitórias e milagres. Diminuiu o ritmo de sua corrida desesperada, tornando-a assim, uma lenta caminhada. Os olhos desbravavam o local, de um lado ao outro tentando sentir a presença de seu novo inimigo, mas não conseguia sentir nada por enquanto. Alguns pensamentos correram em sua cabeça, assim como em touro e gêmeos, a casa de leão aparentemente não apresentava um cosmo, no entanto, tinha de manter a atenção.



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    “Quem será o cavaleiro de ouro de leão? Eu não sinto presença alguma nesta casa, será que está vazia?”



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    - Eu sou Seiya de Pégasus, cavaleiro de bronze e desejo encontrar o mestre...Apenas ele é capaz de salvar Athena!– Falava Seiya enquanto continuava sua caminhada. A casa de leão era bem iluminada, tochas em cada pilastra e dos dois lados pelo corredor, era uma construção diferente das outras, talvez cada mansão zodiacal esteja de acordo com a personalidade e modo de viver de cada protetor, eram pensamentos intrigantes que invadiam sua mente enquanto tentava desvendar os mistérios de sua nova empreitada. Finalmente parava de caminhar. Era chegado o momento de mais uma batalha...Ou será que a sorte daquele jovem começava a mudar?



    Última edição por [AE] Gemini|Kanon em Qui Mar 11, 2010 8:22 pm, editado 2 vez(es)

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    Re: Seiya de Pegasus (Aoshi) x Aiolia de Leão (Yoshiki)

    Mensagem por Yoshiki em Seg Mar 08, 2010 8:32 pm

    Por vezes, parece que o destino se enche de um tédio tão extremo que, para se livrar do sufocante abraço de sua maçante infinitude, gosta de pregar peças de mau gosto nas pessoas; por causa de uma triste ironia de suas brincadeiras, Aiolia havia sido escolhido para ser a pessoa que deveria matar um leão por dia. Durante angustiantes 13 anos, foi crucificado por um crime que não cometeu; durante todo este tempo, foi visto como menos do que uma pessoa, mas sim como a sombra de seu irmão, como a criança do mau presságio. Ora, era ele o irmão de Aioros, o suposto traidor do Santuário! O mesmo sangue traiçoeiro, diziam, corria também em suas veias! Como não esperar que, tendo sido treinado por seu irmão, não viesse a seguir seus passos e cometer o mais temido dos pecados? Aquele que o Sagitário Dourado não conseguiu: assassinar Athena.

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    Pesava, pois, sobre seus ombros cansados a ignomínia e os incessantes olhares de soslaio - apreensivos, temerosos, descrentes, por vezes até jocosos. Independente de possuir uma armadura de ouro, não era considerado um cavaleiro como os demais – não era visto como digno de confiança, tampouco como protetor de Athena. Os votos que fizera ainda quando criança não significavam coisa alguma para o mundo, muito embora tivessem permanecidos imutáveis como cláusulas pétreas dentro de seu coração ardente. Deveria, a todo custo, proteger Athena; nunca haveria de abandonar a justiça, a paz e o amor que seu irmão lhe ensinara naquela tarde distante nas colinas. Entretanto, também pulsava em seu âmago uma chama de inconformidade: ela deveria se expandir e queimar os pecados; ela deveria reduzir a cinzas o indelével estigma – ele deveria limpar o nome de sua família, deveria lavar sua honra e manter vivos os ensinamentos daquele que aparentemente os jogou sem pestanejar sobre um mar de esquecimento.

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    "Irmão, por mais que eu tente compreender, não consigo entender o porquê de tudo isso. Logo você, que era um exemplo a ser seguido, que era a personificação de todas as virtudes de um verdadeiro cavaleiro. Você, que me ensinou a amar Athena e a vida acima de tudo; você, que fez germinar em mim a semente da justiça... por que você, meu irmão? Por quê?" - cerrou com força os punhos uma última vez antes de soltar seus braços, deixando-os pender junto ao corpo com os ombros caídos.


    Já havia passado bastante tempo desde que os rumores de uma nova traição contra o Santuário se tornaram muito mais do que isso – rumores – e se transformaram em fato consumado. Diante desta situação, Aiolia não poderia deixar de se lembrar com um misto de tristeza e raiva daquela insólita noite de 1973: a noite que havia mudado toda a história. De pé no interior de sua morada, o cavaleiro de ouro de Leão permanecia com o olhar perdido para além do horizonte como se estivesse submerso em um oceano de nostalgia e dor. Malgrado seus arrebatados sentimentos, sentia-se completamente dormente; parecia mais uma estátua de porcelana banhada em ouro com suas feições aparentemente inexpressivas. Diferente das tochas que iluminavam de maneira fraca a Shishikyuu, seu cosmo parecia apagado como se não vibrasse em seu interior o fulgor ígneo de sua constelação regente.

    No que estaria pensando ele imerso naquele devaneio angustiante? De qualquer jeito, isso pouco importa para o Santuário – aliás, nunca importou mesmo. Tudo o que importa para esta sagrada instituição é continuar testando o potencial traidor para ver até onde chega sua proclamada lealdade e por quanto tempo duram seus tão preciosos valores. Isso, meus amigos, é o que eu chamo de "ter que matar um leão por dia".

    Repentinamente, ouviu passos se aproximando acompanhados de uma cosmo-energia peculiar; virou seu rosto para a entrada de sua casa zodiacal, ainda que não fixasse seus olhos vazios na silhueta que se fazia pouco a pouco perceptível. Somente quando aquela voz familiar penetrou-lhe os ouvidos - como uma alfinetada no espírito, deve-se dizer - é que ele foi arrastado de volta a uma realidade na qual não gostaria de acreditar. Lembrava-se claramente daquela voz e, acima de tudo, não havia se esquecido do rosto daquele garoto oriental. Deixou escapar de seus lábios um solitário vocativo carregado por uma perplexidade gigantesca.

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    - ...Seiya?!



    Edit: Eu havia errado a data e não tinha me dado conta. Sei lá por que diabos me confundi e acabei colocando 1960 quando o correto era 1973. O juiz pode descontar se achar passível de desconto. Só editei pra não ficar feio mesmo. (:


    Última edição por [AE] Leo|Aiolia em Sex Abr 09, 2010 3:09 pm, editado 5 vez(es)

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    Re: Seiya de Pegasus (Aoshi) x Aiolia de Leão (Yoshiki)

    Mensagem por Kanon de Gêmeos em Ter Mar 09, 2010 7:58 pm

    É impressionante como o mundo dá voltas e os nossos caminhos se alteram, não é mesmo? Você passa sua juventude inteira acreditando que o seu destino já está traçado e que seu rumo é seguir tal coisa e então, de repente, o próprio destino vira e te joga para um lado totalmente oposto do lado que você tinha escolhido anteriormente. A vida é realmente um grande mistério...Mas afinal de contas quem é que escolhe o nosso caminho? Qual é a real relação entre o homem e o destino? Perguntas profundas que já encontram milhares de respostas divergentes...Vou dar a minha também, eu penso que a vida é na verdade uma grande ironia, no entanto, cada um de nós está predestinado a algo. Será mesmo que nós escrevemos nosso destino?

    O brilho dourado do amor que acalma os corações enfurecidos e espanta a escuridão...O cálido cosmo da jovem pela qual lutavam percorria todo o santuário grego a fim de passar o conforto e a confiança que os heróis daquele dia iriam precisar. Soar de instante a instante um passo mal seguro. Abalado pela nocividade e desprezo da empreitada, aproximou-se, seu semblante permanecia inabalado, na certeza de que enfrentaria guerreiros de poderio jamais visto e de que estaria disposto a dar sua vida por suas ideologias e a honra que o levou a se tornar um sentinela da Deusa Athena. Em sua pele, apenas o assobio do vento como aquele que lhe convida ao cancro da morte. Finalmente o homem dourado se revelou. Aparentemente, não emanava um cosmo ofensivo. Seu semblante mudava radicalmente ao observar quem era o portador da armadura de leão.



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    - Aioria...Então você também é um cavaleiro de ouro? Que bom revê-lo meu amigo.



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    - Precisamos ir até o salão do grande mestre, apenas ele é capaz de salvar Saori...digo...Athena. Ela corre perigo, só o mestre pode retirar a flecha de sagita que atingiu seu peito...



    Memórias envidavam. Aioria representava para Seiya quase um mestre, aquele que lhe deu forças quando era mais jovem, um homem a ser admirado. Saber que ele era um dos cavaleiros de ouro lhe dava mais esperança, contava com Aioria e esperava que ele acreditasse em suas palavras. Palavras estas, vindas de um verdadeiro cavaleiro de Athena. Seiya já havia amadurecido bastante desde a última vez e agora aquele reencontro representava a união de uma nova geração que luta pela justiça.



    Última edição por [AE] Gemini|Kanon em Qui Mar 11, 2010 8:23 pm, editado 1 vez(es)

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    Re: Seiya de Pegasus (Aoshi) x Aiolia de Leão (Yoshiki)

    Mensagem por Yoshiki em Qua Mar 10, 2010 12:09 am

    Dir-se-ia no Santuário, caso fosse de conhecimento geral os laços do passado que ligavam aqueles dois personagens, que Aiolia tinha ao seu redor uma aura negativa que atraía maus acontecimentos; tudo ao seu redor era corrompido pela mancha negra da traição que o acompanhava de forma indissociável, tornando-o um para-raio de indesejáveis tempestades. Aquele garoto, agora detentor da sagrada armadura de bronze de Pegasus, era o pupilo de Marin de Águia, uma estimada companheira, amazona de prata de caráter inquestionável, guerreira de técnica notória e conhecida também por ser uma exigente, porém bondosa, tutora. Aiolia estava atônito: eram muitas coincidências para parecer somente uma maldita obra do acaso! Justo ele, que odiava tanto o conceito de destino e acreditava somente na força do coração humano, capaz de sobrepujar os deuses e escrever a próprio punho sua história com sangue, lágrimas e sorrisos, agora se via envolto num turbilhão esmagador de questionamentos. Por que logo Seiya? Por que era ele um dos tais traidores do Santuário que mantinham o punho em riste nesta nova rebeldia?

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    - Traidor! Aioros tentou matar Athena! Traidor!!!

    Seu peito foi visitado por um sentimento melancólico; não conseguia ver nos amendoados olhos castanhos de seu interlocutor sinais de maldade, embora achasse estranha a falta de sentido em sua fala confusa. Assim como seu irmão, ele não parecia capaz de cometer tamanho crime; contudo, pelo que nos prova a história, nem sempre a impressão que as aparências nos passam servem como parâmetro para um julgamento correto. Da mesma forma que aconteceu há 13 anos, o leonino não queria acreditar no que acontecia. Entretanto, não se permitiria cometer enganos. Os fatos falavam por si só, e talvez viessem a tristemente suprimir até mesmo a força - que jurávamos ser inabalável - de nossas convicções pessoais.

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    - Seiya, o que você está fazendo aqui? Não me diga que você... é um dos cavaleiros de bronze que se voltaram contra as ordens do Santuário. – falou com a voz calma, deixando transparecer sutilmente reflexos de decepção. – Do que você está falando, Seiya? Athena vive neste Santuário; você deveria saber muito bem disto, já que foi treinado aqui. – deu alguns passos lentos em direção àquela criança japonesa, parando bem próximo a ela. – Se Sagitta acertou alguém com sua flecha, foi somente a impostora que se diz Athena; ele cumpriu com sua obrigação de cavaleiro, como um dia você mesmo prometeu, Seiya.

    Fechou olhos, ocultando o azul profundo de um lago de águas nunca plácidas, e respirou fundo, balançando suavemente a cabeça para os lados em negação. Seu rosto transmitia uma expressão abatida que, embora não fosse compreensível aos demais, poderíamos dizer que era proveniente de um infindável cansaço emocional. A história se repetia, e com ela a inexpugnável chaga em seu cerne se mantinha aberta e purulenta, sangrando lentamente enquanto ele tentava sobreviver em uma vida desgraçada que tinha sempre como a tônica aquele mesmo maldito acontecimento.

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    - Seiya, por acaso você se esqueceu do que Marin lhe ensinou?

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    Re: Seiya de Pegasus (Aoshi) x Aiolia de Leão (Yoshiki)

    Mensagem por Kanon de Gêmeos em Qui Mar 11, 2010 8:14 pm

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    - Os outros aspirantes falaram que eu jamais poderei ser um cavaleiro, só porque sou oriental, por isso não quero mais...

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    - Seiya, não importa se você é oriental ou um grego, assim como não importa sua classe social ou cor da pele, os cavaleiros são aqueles que lutam pela justiça independentemente de onde nascem. Nosso dever é proteger Athena acima de tudo, despertando o universo que temos dentro de nós, somente assim, poderemos ser considerados cavaleiros...Lembre-se disso Seiya!

    Quando era menino seu grande sonho era se tornar um dos lendários heróis que lutam para defender a justiça em nome de Atena, treinou duro para conseguir realizar o seu desejo, seu senso de justiça era forte demais e os cavaleiros eram o seu maior espelho. Também havia o fato de que treinava para ficar forte e assim conseguir encontrar sua irmã, mas vamos supor que ao conhecer os ensinamentos e ideologias dos cavaleiros, ele também treinava por outros motivos, igualmente fortes como os que tinha antes.

    Um longo suspiro precedeu alguns segundos de silêncio entre os dois. Seiya ainda mastigava em sua mente as palavras de Aioria enquanto remoia lembranças de um passado não tão distante. Seu punho cerrou-se quase automaticamente conforme o cavaleiro de ouro finalizava seu discurso. Quase não acreditava no que estava ouvindo, Aioria estava realmente ao lado do grande mestre e, pelo jeito, não acreditava na legitimidade de Saori Kido: a verdadeira Athena.

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    - Mas o que está dizendo Aioria...Você também acredita no grande mestre? Mesmo depois de tudo o que ele fez contra nós os cavaleiros de bronze? Ele sim é o impostor...Saori é a reencarnação de Athena!

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    - Treze anos atrás seu irmão Aioros arriscou sua vida para proteger o bebê que era a reencarnação de Athena, esta criança era Saori, o grande mestre mentiu esse tempo todo para vocês...

    Em seu íntimo Seiya novamente se questionava se era uma missão impossível derrotar aqueles cavaleiros tão poderosos. Havia aprendido muito sobre os cavaleiros de ouro em sua luta contra Aldebaran e nesta ocasião não poderia mais deixar sua guarda baixa. Cerrou um dos punhos à frente de seu corpo, e ao mesmo tempo rangeu os dentes uns contra os outros. Não poderia deixar de nenhuma maneira que Aioria atrapalhasse sua missão, Athena e seus amigos dependiam dele uma vez que estava bem adiantado em relação aos outros. Se houvesse um meio de derrota-lo, Seiya seria o único homem a descobrir. Elevou seu cosmo fazendo uma aura azulada lhe contornar. Os cabelos farfalhavam com o poder que emanava de seu corpo. Estava a ponto de atacar seu oponente com seu golpe mais poderoso. Enquanto o espetáculo produzido por seu cosmo iluminava o cenário, o jovem cavaleiro flexionou os joelhos e ergueu ambos os braços deixando-os a altura do rosto enquanto parecia desenhar algo no ar.

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    - Athena...Meus amigos...Todos dependem de mim, não irei falhar. Se for preciso lutaremos Aioria...E com estes punhos provarei que estou falando a verdade!



    Última edição por [AE] Gemini|Kanon em Sex Mar 12, 2010 3:58 pm, editado 1 vez(es)

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    Re: Seiya de Pegasus (Aoshi) x Aiolia de Leão (Yoshiki)

    Mensagem por Yoshiki em Sex Mar 12, 2010 12:33 am

    Embora realmente desejasse, as coisas não poderiam correr de forma diferente: Seiya era o vento impetuoso que corria anunciando sua verdade; Aiolia, por outro lado, mantinha-se como a árvore no meio do caminho, inflexível e rígida em sua própria crença, enraizada na vida que desenhara-se-lhe naquela fatídica noite. Mesmo contra a dureza inexorável do tronco, o vento não cessaria: contornaria a árvore e manteria seu fluxo incessante; ela, o vegetal petrificado, também não cederia e não poderia balançar. De fato, Aiolia estava muito distante de sua natureza de fogo, parecendo muito mais um gato doméstico do que um selvagem leão com o sol em sua juba – ele estava anestesiado. Embora acreditasse se impor às adversidades de sua torturante vida, o que ele fazia era apenas sobreviver com uma passividade vergonhosa – havia virado apenas mais um corpo dócil.

    O cavaleiro de bronze insistia naquela idéia aparentemente absurda; para cada palavra dita, Aiolia não pensava em outra coisa senão em quão dissimulado a criança regida pelas estrelas do cavalo alado parecia. O leão abriu, pois, suas pálpebras e fixou seus olhos incrédulos nos olhos daquele garoto que ele conhecia há muito tempo. Tudo aquilo soava completamente inverossímil! Ele se limitava a acusar o Grande Mestre sem ter à sua disposição o mínimo conjunto probatório e, apesar disso, ainda parecia esperar que fosse dado algum crédito às suas palavras. Sinceramente, como esperar que toda uma convicção enraizada durante anos, negada a lágrimas e posteriormente aceita com toda a amargura possível de existir dentro de uma alma venha a ruir daquele jeito? Seiya só poderia estar louco: era nisso que acreditava o protetor daquele templo.

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    - Seiya, o que você diz não faz sentido! Então ele é um impostor somente pelo que ele fez contra vocês? Aquilo que o Grande Mestre fez não foi nada senão o cumprimento de seu dever. – tinha um certo tom de espanto em sua voz, talvez pelo fato de não esperar ouvir algo que julgava ser uma besteira infundada sendo dito com tanta naturalidade. – Ele é o porta-voz de Athena no Santuário e sua palavra é a lei. Você sabe muito bem o que acontece com quem contraria as leis do Santuário, Seiya...

    Falou as derradeiras palavras de forma ríspida como em uma repreensão quase fraterna, mas antes mesmo de terminá-las o jovem cavaleiro começou a falar sobre o famigerado “traidor”. Quando o nome de seu irmão foi invocado, sentiu um prego enferrujado – com o qual sempre achava já estar habituado – se afundar ainda mais em seu coração, rasgando-lhe lentamente não a carne, mas um pouco mais daquele fatigado espírito. O pouco de luz que poderia subsistir em seu rosto naquele momento se apagou bruscamente, dando lugar a uma expressão fechada, quase carrancuda. Franziu o cenho. Diferente a postura abatida que tinha antes de sua casa zodiacal ser invadida, agora ele estava com a coluna ereta, os ombros erguidos e o peito estufado, o que lhe conferia um ar imponente no alto de seu um metro e oitenta e cinco centímetros.

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    - Não diga besteiras! – soou o rugido retumbante, reverberando pelas marmóreas paredes do salão. – Se você insiste nesta loucura, não tenho outra opção a não ser matá-lo aqui, Seiya. Não deixarei nenhum traidor atravessar a minha Casa de Leão! - rapidamente, a magnitude do cosmo latente de Aiolia começava a se elevar, revelando então uma energia realmente intensa que fazia pulsar uma luz de ouro.

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    Re: Seiya de Pegasus (Aoshi) x Aiolia de Leão (Yoshiki)

    Mensagem por Kanon de Gêmeos em Sex Mar 12, 2010 5:37 pm

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    - Então você prefere acreditar no mestre do que em seu próprio irmão? Não importa o que digam, eu sempre acreditaria em minha irmã.- Pausou seu discurso por um instante enquanto observava o homem que antes admirava e que agora, por ironia do destino, tornava-se seu adversário. - Saori é Athena, nós lutamos por ela. Foi assim que você me ensinou, lembra Aioria? Mesmo que eu tenha que te enfrentar, por Athena eu passarei desta casa, jamais desistirei, todos os meus amigos contam comigo!


    Uma fina camada de energia envolveu o corpo do cavaleiro. Das frestas da armadura, uma luz azulada se expandia demasiadamente enquanto Seiya mantinha sua posição de alerta. Seus desenhos no ar resultavam na constelação que lhe protegia e então a imponente imagem do pégasus alado surgiu sobre suas costas. Seiya avançou com grande velocidade em direção ao leonino, trazendo seu punho direito para trás do próprio corpo enquanto ganhava impulso, em seguida lançando o punho violentamente para frente socando o ar, seu cosmo brilhou intensamente enquanto ele gritava o nome de sua principal técnica.


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    Freou o corpo de maneira brusca a mais ou menos cinco metros de Aioria enquanto socava o ar e, de seus punhos, uma incandescente luz foi produzida, esta que se multiplicava enquanto vários feixes de luz eram lançados contra o adversário provenientes de milhares de socos que Seiya lançava sequenciadamente, mantinha uma constante produção de golpes que resultavam em vários meteoros. A velocidade era absurda – para os limites de um cavaleiro de bronze. Ele finalmente terminava seu poderoso ataque mantendo o punho cerrado enquanto tentava fitar seu inimigo, temporariamente encoberto pela grande luminosidade produzida pelo golpe. Sem ao menos saber o resultado de sua investida ele já tentava prever um futuro incerto, esboçando levemente um sorriso, que revelava a confiança do triunfo de seu ataque. Seiya parecia cometer o mesmo erro que havia cometido contra Aldebaran: Subestimar um cavaleiro de ouro, tais ações poderiam resultar em sua derrota, mas aquele era o modo de agir daquele jovem, já fazia parte de suas características sempre ter a confiança necessária em seus combates, talvez fosse aquele adjetivo o motivo que lhe conduzia para as vitórias, jamais desistiria, não importava o tamanho da força de seu adversário, pois, suas causas eram nobres.


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    - Eu consegui!!!


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    Re: Seiya de Pegasus (Aoshi) x Aiolia de Leão (Yoshiki)

    Mensagem por Yoshiki em Sab Mar 13, 2010 3:05 am

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    “Você não sabe o quanto eu gostaria de acreditar, Seiya...”

    Digamos que Aiolia suspirou internamente - pois por fora mantinha a mesma postura -, remoendo um pouco mais daquele sentimento que anteriormente classificamos como um “misto de tristeza e raiva”. Aioros era o cavaleiro perfeito; possuía não somente um cosmo cálido ou técnicas de batalha impecáveis, mas sua maior virtude residia em seu caráter bondoso, repleto de generosidade, de uma capacidade ímpar de compreender e respeitar os sentimentos de outrem, de uma grande sabedoria e de um incomensurável senso de justiça que ia muito além do campo bélico.

    Aioros não era uma pessoa cega por suas crenças, não era somente um cavaleiro que defendia Athena. Não! Ele o fazia justamente porque Athena simbolizava todos os valores que ele tinha como preciosos dentro de seu coração; ele o fazia porque via nela a possibilidade de salvação para o mundo através de um “amor maior”; ele via nela não a espada que decepa o mal, mas sim a mão carinhosa que afaga o criminoso e o regenera. A humanidade necessitava de uma deusa assim, e é por isso que Athena era enviada à Terra a cada 200 anos: para trazer a salvação. Ou seja, não era por seguir Athena que Aioros era assim, mas justamente o contrário.

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    - Não desista, meu irmão. Por mais que exista uma grande diferença de poder entre nós, você precisa entender o essencial: o cosmo, esta força vital existe dentro de todas as pessoas. Nós, os cavaleiros, temos que aprender a controlá-la para realizar milagres. Você é ainda muito jovem e vai crescer muito, vai se tornar muito forte, mas você precisa ter um coração que ame as pessoas, meu irmão. Você precisa acreditar no poder da esperança. É por isso que nós lutamos por Athena, Aiolia. Nunca se esqueça disso.

    Ele era um exemplo não somente para Aiolia, mas sim para todo o Santuário. Talvez não houvesse uma pessoa sequer que nutrisse contra ele maus sentimentos, nem mesmo os inimigos que ele tivera de derrotar. Dizem que ele, juntamente com Saga de Gêmeos, era candidato à sucessão no posto de Grande Mestre. O leonino cresceu com esse grande referencial, idolatrando seu irmão e desejando seguir seus passos, desejando ser um cavaleiro honrado e nobre como ele, desejando ter uma força maior no coração do que nos músculos. Ele se espelhava no mais velho e com ele, seu tutor, havia aprendido o que realmente significava ser um cavaleiro de Athena. Não é por menos que, apesar de sua má fama entre alguns cavaleiros de ouro - e, conseqüentemente, alguns de prata -, os santos mais jovens e demais aspirantes vissem nele alguém a quem se espelhar - a personificação das virtudes de um cavaleiros.

    Aiolia sempre tratou todas as pessoas com respeito, desde aspirantes a soldados, não vendo uma hierarquia real entre cavaleiros de bronze, prata ou ouro em função de suas armaduras ou de suas forças, mas acreditando que eram igualmente pessoas acima de tudo. Não era raro vê-lo andando pelo Santuário com trajes comuns de treino, deixando sua indumentária dentro de sua casa. Ali, nas tardes que passava assistindo os treinamentos no Coliseu, ele se sentia somente mais um dentro da grande causa de Athena – os outros tinham tanto valor quanto ele, apesar da hierarquia formal.

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    - Seiya, não ligue para o que dizem. Isto é uma grande bobagem. Não importa se você é oriental ou grego; seu nome, sua origem, sua raça: nada disso importa. A Marin é um belo exemplo disso, Seiya. Ela também é oriental, e mesmo assim é uma amazona de prata. A única qualificação para se tornar um cavaleiro é a vontade de proteger este mundo tendo Athena em seu coração. Você só precisa acreditar no cosmo que existe dentro de sua alma e ele lhe mostrará o caminho correto. Entendido, Seiya? Então volte a treinar e dê tudo de si. Nunca se esqueça disso.

    Normalmente, Aiolia acabaria rapidamente com qualquer inimigo que tivesse a audácia de invadir seu templo zodiacal e atentar contra Athena. Mais do que a sua vontade, aquilo era o seu dever – não só para com o Santuário ou sua deusa, mas também para com seu irmão e sua promessa de limpar o nome da família e provar que ele, independente do crime de Aioros, não era sua sombra, mas sim um cavaleiro como todos os outros.

    Mas foi naquele momento que ele chegou à seguinte conclusão: ele era para Seiya aquilo que durante tanto tempo – e até mesmo agora – seu irmão fora para si; quando olhava para Seiya, via a si mesmo no passado diante do cavaleiro de Sagitário. Pensou então que talvez a justiça pudesse ser aplicada de outra forma naquela situação; pensou que talvez pudesse salvar Seiya desta loucura que parecia acometê-lo. O Santuário, com toda sua rigidez normativa, talvez não o perdoasse por aquela traição como não perdoaram – e ele mesmo incluído – Aioros, mas talvez o leonino pudesse desculpar Seiya e guiá-lo pelo caminho correto. Por que tudo precisaria ter o mesmo triste fim?

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    - Por que você continua dizendo que esta garota é Athena? Isto não faz sentido, Seiya! Athena vive neste Santuário, e você sabe muito bem disto. Se você quer batalhar comigo... como cavaleiro, vou continuar seguindo aquilo que eu ensinei para você e defenderei Athena a todo custo. Não permitirei que você atravesse a Casa de Leão!

    Os inúmeros meteoros luminosos que se desprendiam dos punhos do cavaleiro de bronze pareciam incapazes de tocar o corpo do santo áureo. A velocidade dos ataques era extraordinária para um guerreiro daquele nível, mas ainda assim estava muito aquém da de Aiolia. Ele viu cada um dos socos projetando rastros azulados como se aquela ação, que se passava em ínfimos segundos, durasse uma eternidade. Sua velocidade era incrivelmente superior à de seu oponente, o que fazia com que, embora esquivasse de todos os ataques, parecesse estar parado na mesma posição em que se encontrava. Bastou que erguesse o dedo indicador de sua mão direta para que incontáveis feixes de luz rasgassem o ar e voassem em direção àquele garoto que se encontrava tão próximo.

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    - Então isto é tudo que você pode fazer por “sua Athena”?

    Kanon de Gêmeos
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    Re: Seiya de Pegasus (Aoshi) x Aiolia de Leão (Yoshiki)

    Mensagem por Kanon de Gêmeos em Dom Mar 14, 2010 6:38 am

    O ciclo caótico de destruição fora iniciado. Empedrado na teima e no orgulho insensato, Seiya iniciava seu primeiro ataque. A confiança de que seus ataques haviam tido sucesso logo fora quebrada. Aioria surgia do jogo de luzes, como se nem mesmo tivesse saído do lugar, era uma grande surpresa para o jovem pégasus ver como o cavaleiro de ouro havia se livrado de seus ataques tão facilmente – na verdade ele ainda tentava entender como aquilo havia acontecido. Em contrapartida, Aioria erguia o dedo indicador da mão direita, uma luz surgiu e então ele não viu mais nada...

    Fora tudo muito rápido, só deu tempo mesmo de agonizar em meio aos golpes de Aioria. Ele é arremessado a metros de distância pela casa, sem encontro derradeiro. Seu corpo cortava o vácuo aludindo-o ao vazio, pairou por alguns instantes no ar até ser tomado pelo primeiro impacto. Uma pilastra de sustentação da morada. Chocou-se contra esta que o manteve apenas por uma fração de segundos, logo atravessando a mesma. E assim foi por três destas pilastras, que alinhadas eram logo atravessadas pelo corpo do cavaleiro. Por fim, cai abalado, desdenha sua força e em tom sublime adormece ao chão. Reina um silêncio de morte e o mistério se fecha aos seus olhos serenos, teria mesmo sucumbido às garras do Leão?! Não naquele dia, não com aquele jovem, ainda havia muito a fazer, no entanto, apenas aquela simples energia lançada por Aioria parecia causar uma dor incrível em Seiya, seu corpo havia sido atingido em todas as partes.


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    “Não é possível, estes ataques...Só consegui ver a luz emitida por Aioria e depois senti meu corpo sendo atingido por todas as partes, foi tudo tão rápido...Então essa é a velocidade da luz?”


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    “A luta contra os cavaleiros de prata...”


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    “Naquela vez consegui superar o inimigo que era mais forte do que eu...”


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    “E até com Aldebaran...”


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    - Lembre-se Seiya, enquanto não conseguir despertar o sétimo sentido, você não conseguirá derrotar os cavaleiros de ouro...


    Todos estavam cientes das proporções absurdas e de quanta tristeza e pranto uma guerra pode nos proporcionar, mas a verdade é que ninguém está preparado. A perda de um ente, a partida daqueles que compartilhamos tantos momentos...bons/ruins mas que de uma maneira única fazem parte de você e do que representa. Pudemos sorrir e talvez, quem sabe, até se emocionar com os personagens desta saga. Não entendam mal, isso não é o fim, é como um ciclo, onde um termina, outro recomeça. Mas por que mesmo que escrevi isso tudo?! Ah, sim! O nosso corajoso cavaleiro de pégasus, em uma nova empreitada desbravando os mistérios do sétimo sentido. É hora de acordar para a realidade, erguer-se por seus amigos, ou já se esqueceu de sua promessa?


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    - Jamais desistiremos, lutaremos até o fim, mesmo que isso custe a nossa vida, amigos...Saori...Athena precisa de nós...Vamos!!!!!!


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    - Jamais desistirei Aioria, mesmo que você me ataque mil vezes, mesmo que quebre todos os ossos do meu corpo, eu sempre me levantarei, esta chama que queima é a chama da amizade que nos conduz, lutarei...por meus amigos e por Athena...


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    -...A verdadeira Athena!!!


    Jamais desistir, lutar pela amizade e por Athena, este parece ser o modo de viver que Seiya havia adotado desde o começo de sua saga, não deixaria que ferimentos como aqueles fossem suficientes para lhe abater fisicamente, muito menos emocionalmente. Desta vez a chama que lhe envolvia era repleta da esperança de todos aqueles que acreditavam em seu avanço, era um cosmo quente, capaz de se desenvolver a cada vez que era derrubado e aquilo tornava-se ainda mais evidente naquele momento, aquele era Seiya de Pégasus que já havia driblado as ironias do destino e, com sua própria determinação, traçado seu próprio destino. Chegamos então a conclusão que, pelo menos com aquele jovem em particular, aquela regra do início de que nossos destinos são traçados não se encaixa perfeitamente. Logo meus amigos, ele mostrará o porquê.

    Já de pé ele fitava seu inimigo, esquecendo todos os sentimentos do passado e focando em seus objetivos. Seiya não mudaria seus pensamentos, não importava o que o leonino fizesse. Seu cosmo estava bastante concentrado e então ele iniciava uma corrida por alguns metros até impulsionar seu corpo com ambas as pernas e então saltar concentrando em seu punho uma alta quantidade de energia cósmica – o máximo que ele conseguia concentrar, digamos assim. E então sobre suas costas a imagem da jovem...


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    - Não importa como...Eu passarei da casa de Leão!!!


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    Desta vez a seqüência de ataques vinha de cima pra baixo, aumentando a área de impacto, a quantidade e principalmente a velocidade dos ataques havia mudado, estavam bem mais rápidos e potentes que antes causando várias crateras no mármore da morada e descendo como uma chuva de meteoros, literalmente. O tempo que Seiya conseguiu manter seu corpo no ar foi o tempo que levou a duração de seu ataque, que a cada segundo se tornava mais poderoso.


      Data/hora atual: Dom Maio 20, 2012 9:25 pm